Ao entrevistar alguém, há diversos patamares a serem percorridos e explorados a fim de se coletar conteúdo relevante, e suficiente, para a pesquisa em desenvolvimento.
No subsolo, os corredores possuem muitas áreas obscuras, portanto, todo cuidado é pouco. Saber ligar as luzes certas para se guiar (e guiar o outro) talvez seja tão, ou mais, essencial do que conhecer o caminho todo. Fazer perguntas básicas, diretas implicam na maioria das vezes em respostas mais claras e satisfatórias. Guiar o entrevistado com perguntas norteadoras garante rapidez em obter da resposta o foco que se deseja. Aparentar interesse é deveras importante, senão principal neste momento, pois esse andar é o terreno preparatório para o seguinte aprofundamento da pesquisa.
Chegando no térreo, pode-se encontrar esteio para perguntas um pouco mais complexas ou de cunho mais reflexivo. No entanto, ainda se deve respeitar os limites e receios do entrevistado já que este não se encontra totalmente imerso no universo abordado.
A partir do momento em que se pega o elevador pela segunda vez, não há mais volta. Resta apertar todos os botões e perceber em quais andares a pessoa sentada a sua frente (ou ao seu lado) decide descer e explorar. Além disso, quanto mais pessoas forem levadas a essa construção, mais explorada e consequentemente mobiliada e repleta de considerações ela estará.
Até o ponto em que os acabamentos estejam prontos, toda a iluminação acesa e a Pesquisa "pronta para entrega".
